6 dicas para você comprar online na Black Friday

Black Friday: 6 dicas para não ter problemas

Aqui você verá:

Não tenha dor de cabeça na Black Friday

O que é a Black Friday?

Agora no final de novembro, teremos o grande dia de ofertas de produtos e serviços disponibilizados ao consumidor conhecido como Black Friday. Uma data bastante tradicional para a economia norteamericana, a Black Friday ganhou força no Brasil por volta de 2010 com campanhas de lojas virtuais. Observado o sucesso, lojas físicas também passaram a oferecer a campanha anual – desde lojas de roupas e eletrodomésticos até farmácias e restaurantes. Em 2020, a Black Friday processou 4,8 milhões de compras, gerando um faturamento de R $3,2 bilhões apenas nas vendas online – um crescimento de 25% com relação à edição anterior. Já as lojas físicas apresentaram uma queda de 25% no faturamento de acordo com o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA).

Quando é a Black Friday?

Para saber em que dia cai a Black Friday, basta saber que ela acontece sempre na quarta sexta-feira do mês de novembro, dia seguinte ao Dia de Ação de Graças dos EUA, que acontece na quarta quinta-feira do mesmo mês. Em 2021, a Black Friday acontecerá no dia 26 de novembro. Durante este mês, é muito importante que fiquemos atentos a nossos direitos, bem como façamos pesquisas de preços para que não tenhamos surpresas desagradáveis, como falhas na entrega e ausência de entrega dos produtos adquiridos. Infelizmente, práticas ilegais são ainda muito comuns durante essa época.

As ofertas da Black Friday

As ofertas da Black Friday, geralmente, começam a valer durante 24h a partir da meia noite de quinta para sexta-feira. O que se pode esperar são descontos muito acima daqueles comumente observados ao longo do ano, condições de parcelamento mais atrativas e ofertas muitas vezes imperdíveis. As promoções podem ser tão convidativas que não só pessoas físicas “fazem a festa”, mas também empresas aproveitam para modernizar seus bens e até mesmo presentear seus colaboradores. Até então, parece um mar de rosas, certo? No entanto, somos inundados com tanta informação e “ofertas de cair o queixo” contrárias ao Código de Defesa do Consumidor que, muitas vezes, acreditamos que, por ser uma promoção especial, nossos direitos podem ser suprimidos. Um exemplo disso são as lojas que nos informam que não fazem a troca de produtos adquiridos na Black Friday, o que certamente é proibido. Outra prática que todo ano as pessoas têm passado a denunciar são referentes a lojistas que aumentam o preço dos seus produtos anteriormente à Black Friday e, quando chega no dia, reduzem-no drasticamente para parecer que estão aplicando um desconto relevante, o que não passa de enganação ao consumidor.
Conheça seus direitos do consumidor!

Quais são os meus direitos do consumidor?

O Código de Defesa ao Consumidor (CDC) estabelece normas de proteção e defesa aos consumidores como maneira de equalizar as forças entre as partes em uma transação comercial. A justiça parte do princípio de que o consumidor é sempre a parte mais fraca em uma relação comercial e, portanto, o CDC tem o papel de igualar o poder entre o consumidor e o fornecedor do produto ou serviço. Caso queira saber mais sobre o assunto, você pode consultar o manual completo no site do Senado Federal ou no do Procon de seu município. Entre os direitos dos consumidores que devem ser consagrados, temos o direito de arrependimento, previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor, que dá o prazo de 7 dias para que se desista do contrato, contados a partir da assinatura do contrato ou do recebimento do produto ou serviço. O consumidor também é protegido da propaganda enganosa, não podendo ser confundido ou ludibriado para comprar o produto, sendo obrigação do fornecedor prestar a devida informação sobre o produto, promoção e entrega de maneira clara e objetiva. A garantia da entrega do produto é fundamental e de responsabilidade do vendedor. Quando há o descumprimento do prazo informado ao consumidor, este tem as seguintes opções: desistência da compra e restituição do valor pago ou demandar a entrega do produto adquirido acrescido de perdas e danos. Além disso, um outro ponto importante de se ter em mente é que, ao contrário do que possam te dizer, o fornecedor de produtos ou serviços são obrigados a efetuar a troca do bem adquirido caso venham com defeito.  O consumidor pode, também, exigir a emissão de nota fiscal do produto ou serviço e o fornecedor não pode se recusar a fazê-lo, o que muitas vezes acontece. Não é à toa que alguns passaram a chamar a data de “Black Fraude”! Devemos ficar sempre atentos às condições de nossas compras, dando especial atenção aos falsos descontos, preços prévios acima dos anunciados ou baixos mas com frete caro, sites falsos e, ainda, produto entregue diferente do que foi adquirido ou até mesmo não entregue.
Dicas para não ter problema na Black Friday

Dicas da direitojá para a Black Friday

Existem algumas coisas que você pode fazer para ter uma Black Friday mais segura e tranquila, evitando problemas com a sua compra:
  1. Cheque a reputação do fornecedor antes da compra. Busque entender a notoriedade do site e certifique-se de que a empresa existe olhando seu endereço, CNPJ e contatando o seu SAC.
  2. Acesse o histórico de reclamações no Procon de seu município e no site consumidor.gov. Você pode consultar a lista do Procon-SP, que contém mais de 500 sites que devem ser evitados.
  3. Busque entender o tipo de reclamação que seus clientes fizeram no Reclame Aqui.
  4. Ao acessar o site da loja, verifique se aparece um cadeado no canto esquerdo da barra de busca. Isso significa que o site possui algum sistema antifraude. 
  5. Evite sites que aceitem somente pagamento por boleto.
  6. Muitos sites de compras online possuem ferramentas de histórico de preços. Fique atento ao preço do produto antes da Black Friday.
Agora que você sabe o que fazer para não ter problemas com suas compras, aproveite a sua Black Friday!
Voltar Home

*A direitojá não é um escritório de advocacia e/ou presta, de qualquer forma, aconselhamento ou assessoria jurídica, sendo essas práticas exclusivas aos advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil, conforme a Lei n.o 8.906/1994.

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado.